terça-feira, 28 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
DOR QUE DÓI MAIS
Coisas de
Cerejinha
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do amigo que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos idade. Doem essas saudades todas. Como diz Chico, “saudade é como arrumar o quarto de um filho que já morreu”.
Mas a saudade esmagadora é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para a praia, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua tossindo à noite. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o ginecologista como prometeu. Não saber se ele tem comido ovos com gema mole no jantar, se ela tem assistido as aulas do cursinho, se ele aprendeu a usar o controle remoto da Sky, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton Mint, se ela continua preferindo Coca-Cola, se ele continua esquecido, se ela continua sorrindo, se ele continua dormindo de meias, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais careca, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Gaveta:
Fotografia,
sentimentos de gaveta
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domingo, 5 de abril de 2009
LONGA ESPERA
Coisas de
Cerejinha
"Venha a mim e seja qualquer coisa incerta
Uma pedra no escuro, a rigidez e a forma dando vida ao que está latente,
Permanecendo em absoluto, uma pedra é uma pedra a todo instante
E a noite que será sempre uma longa espera, desejerá ardente um amor sombrio e indolente
Venha a mim e seja qualquer coisa incerta que se cumpre simplesmente."
Gaveta:
Fotografia
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
DEPOIS DO AMOR
Coisas de
Cerejinha

Depois do amor suas mãos
Duas crianças carentes
Repousa no meu ventre
Suas pálpebras como grama úmida
Apontam pra luz dos meus olhos
Depois do amor violência e doçura do prazer
Um trago, um gole d´agua, um copo de suco
Depois do amor
Desmanchado em gozo
Eu quero tudo isso e você de novo!
Duas crianças carentes
Repousa no meu ventre
Suas pálpebras como grama úmida
Apontam pra luz dos meus olhos
Depois do amor violência e doçura do prazer
Um trago, um gole d´agua, um copo de suco
Depois do amor
Desmanchado em gozo
Eu quero tudo isso e você de novo!
Gaveta:
levemente erótica
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
TEU MAIS ELEVADO ARDOR
Coisas de
Cerejinha
Tu que viajas de trem, de onibus, de avião, de ilusão, que me tens...
Tu que me inspiras...
Com tua voracidade...
Que só me tens com simplicidade...
Pensas que sinto saudades?
Gaveta:
Fotografia,
sentimentos de gaveta
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A - COR - DAR
Coisas de
Cerejinha

Deitar ao seu lado
Embriagar no seu cheiro
Tocar seus pés com os meus
Sentir seu abraço
Aquele sexo guardado pra nós.
E não me entregar!
Regras posta pela sociedade
Foda-se o escárnio
Penso em ti, logo, penso em mim
Renego toda forma de amor
No irreal gozamos
Nossos corpos cansados do amor...
Encarar o mundo novamente
E, não o vejo em minha frente!
Gaveta:
Fotografia,
levemente erótica
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segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
POR QUE NÃO TOCAR?
Coisas de
Cerejinha
(Foto: Nuno Manuel Baptista)"Porque já não te estimo bastante e você não me ama mais."
"Sua própria conciência já lhe dá bastante trabalho!"
"Minhas miseráveis paixões!"
Gaveta:
Fotografia
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FELIZ ANIVERSÁRIO GAVETA
Coisas de
Cerejinha
(M. Maya)
Das coisas guardadas na gaveta que completam mais um mês! Parabéns Gaveta!!!
"Tu ne sais pas aimer, tu nes sais pas
Jamais, jamais tu ne sauras!
Tu ne sais pás aimer, tu ne sais pás
Em vain je tends les bras."
Gaveta:
sentimentos de gaveta
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sábado, 28 de março de 2009
ÀQUELE QUE TE SUGA:
Coisas de
Cerejinha
O vínculo fraco faz o indivíduo ficar com receio do novo: ele fica preso às experiências passadas e tem dificuldade de se relacionar com as pessoas, lugares e situações desconhecidas.
Gaveta:
rabiscos
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segunda-feira, 23 de março de 2009
O MAIOR DESEJO
Coisas de
Cerejinha
No ruído glacial dos rins, no ar do intestino, no meu medo, na minha ânsia, onde possas me encontrar, a vontade ao mesmo tempo de ficar para sempre nesse silêncio exasperado e terrível, perdendo-me neste sentimento inesgotável.
Fico...
Mas, incutindo um desejo confusamente consciente de que estou fazendo algo que há muito desejo. E nunca havia imaginado que realmente se pudesse fazer.
Pois nossos corpos entrelaçaram, sem sabermos de quem são aqueles pés... nos atropelos de nossas primícias!
Gaveta:
levemente erótica,
poesia erótica,
rabiscos
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ÀS MARGENS
Coisas de
Cerejinha
( Foto: Nuno Manuel Baptista)Abri o fecho do sutiã e lancei ao chão
Deslizei minha mão na cintura e me livrei da calcinha calmamente
Como se fizesse isso todo dia na tua frente
Não te olhei como amiga nem como professora
E não liguei para a boa experiência que tinhas
Eu era madura e você nada inocente
Tinha certeza de tudo mas você não se mexia
Passei a mão no seu cabelo
Te beijei a testa, a nuca, a boca
Te dei então meus olhos
E o sexo lacruste de vontade do seu
Fui translucida na boca em desvendar seu prazer,
Mas, entre minhas coxas te encaixei
E foi com sua boca que eu gozei.
Gaveta:
Fotografia,
poesia erótica
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domingo, 22 de março de 2009
DEVANEIOS
Coisas de
Cerejinha

E, o brilho dos seus olhos percorre os vagões,
Vejo luzir sua testa de longe
Quanto mais aproximo de ti
Ofega minha respiração
Tua boca inclina querendo chupar a minha
Teu peito esquenta o meu
Algo cresce em mim e em você é visível
A estação move em câmara lenta
Os nossos corpos possuem movimentos
Da língua, translação,
Envolvo-te e percorro com os dentes sua ténue carne
Procuro seus olhos, ainda me espia,
Os movimentos agora são das mãos também
Das bolas, oras.
Enlaço-o pelas pernas, contra minha boca, pra te sentir, pra te molhar.
Sua carne na minha boca
Língua, carne, carne, língua.
Dentes, mordidas, a boca sobe e desce.... Abre e fecha
Quero ser água de suor pra rolar no seu corpo
Quero ser sol pra te secar
Venha e seja qualquer coisa incerta
Venha pra onde dorme a borboleta amarela
Dissipar a fumaça que cobre o meu rosto
O que pretendes com suas mãos?
Macias, dedos chatos, lânguida:
Sabes como me penetrar, discorre pela minha boca e chega ao âmago.
O cheiro que nos envolve, personificação de um Casanova, sua sensualidade convidativa, sua masculinidade nua, madeirado, fusão de notas citrus, âmbar seco e almíscar.
- Você é mau!
Deveria beber tudo em mim...
Possui aroma que compõe meus vícios
Qualquer coisa incerta que se cumpra simplesmente
Dando vida ao que está latente,
Um desejo ardente um amor sombrio e indolente
Água mineral, na boca morna que finaliza, escorre...
ESTAÇÃO PARAÍSO
Depois do amor sua mão pousada no meu ventre como uma flor esquecida por acaso:
- Como foi de viagem? Esperava por ti a horas!
- Bem e ...
Vejo luzir sua testa de longe
Quanto mais aproximo de ti
Ofega minha respiração
Tua boca inclina querendo chupar a minha
Teu peito esquenta o meu
Algo cresce em mim e em você é visível
A estação move em câmara lenta
Os nossos corpos possuem movimentos
Da língua, translação,
Envolvo-te e percorro com os dentes sua ténue carne
Procuro seus olhos, ainda me espia,
Os movimentos agora são das mãos também
Das bolas, oras.
Enlaço-o pelas pernas, contra minha boca, pra te sentir, pra te molhar.
Sua carne na minha boca
Língua, carne, carne, língua.
Dentes, mordidas, a boca sobe e desce.... Abre e fecha
Quero ser água de suor pra rolar no seu corpo
Quero ser sol pra te secar
Venha e seja qualquer coisa incerta
Venha pra onde dorme a borboleta amarela
Dissipar a fumaça que cobre o meu rosto
O que pretendes com suas mãos?
Macias, dedos chatos, lânguida:
Sabes como me penetrar, discorre pela minha boca e chega ao âmago.
O cheiro que nos envolve, personificação de um Casanova, sua sensualidade convidativa, sua masculinidade nua, madeirado, fusão de notas citrus, âmbar seco e almíscar.
- Você é mau!
Deveria beber tudo em mim...
Possui aroma que compõe meus vícios
Qualquer coisa incerta que se cumpra simplesmente
Dando vida ao que está latente,
Um desejo ardente um amor sombrio e indolente
Água mineral, na boca morna que finaliza, escorre...
ESTAÇÃO PARAÍSO
Depois do amor sua mão pousada no meu ventre como uma flor esquecida por acaso:
- Como foi de viagem? Esperava por ti a horas!
- Bem e ...
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Fotografia,
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