segunda-feira, 30 de março de 2009

MULHERES DE ANGELINHA

(Angela 2003)

"(...) roda da vida... ela gira e pode recomeçar de onde ela parou..."
Yra Castro*

domingo, 29 de março de 2009

POR QUE NÃO TOCAR?

(Foto: Nuno Manuel Baptista)

"Porque já não te estimo bastante e você não me ama mais."

"Sua própria conciência já lhe dá bastante trabalho!"

"Minhas miseráveis paixões!"

FELIZ ANIVERSÁRIO GAVETA

(M. Maya)
Das coisas guardadas na gaveta que completam mais um mês! Parabéns Gaveta!!!
"Tu ne sais pas aimer, tu nes sais pas
Jamais, jamais tu ne sauras!
Tu ne sais pás aimer, tu ne sais pás
Em vain je tends les bras."

sábado, 28 de março de 2009

ÀQUELE QUE TE SUGA:

(M. Maya 1999)
O vínculo fraco faz o indivíduo ficar com receio do novo: ele fica preso às experiências passadas e tem dificuldade de se relacionar com as pessoas, lugares e situações desconhecidas.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O MAIOR DESEJO

(M. Maya 1997)



No ruído glacial dos rins, no ar do intestino, no meu medo, na minha ânsia, onde possas me encontrar, a vontade ao mesmo tempo de ficar para sempre nesse silêncio exasperado e terrível, perdendo-me neste sentimento inesgotável.

Fico...

Mas, incutindo um desejo confusamente consciente de que estou fazendo algo que há muito desejo. E nunca havia imaginado que realmente se pudesse fazer.

Pois nossos corpos entrelaçaram, sem sabermos de quem são aqueles pés... nos atropelos de nossas primícias!

ÀS MARGENS

( Foto: Nuno Manuel Baptista)


Abri o fecho do sutiã e lancei ao chão
Deslizei minha mão na cintura e me livrei da calcinha calmamente
Como se fizesse isso todo dia na tua frente
Não te olhei como amiga nem como professora
E não liguei para a boa experiência que tinhas
Eu era madura e você nada inocente
Tinha certeza de tudo mas você não se mexia
Passei a mão no seu cabelo
Te beijei a testa, a nuca, a boca
Te dei então meus olhos
E o sexo lacruste de vontade do seu
Fui translucida na boca em desvendar seu prazer,
Mas, entre minhas coxas te encaixei
E foi com sua boca que eu gozei.

domingo, 22 de março de 2009

DEVANEIOS



E, o brilho dos seus olhos percorre os vagões,
Vejo luzir sua testa de longe
Quanto mais aproximo de ti
Ofega minha respiração
Tua boca inclina querendo chupar a minha
Teu peito esquenta o meu
Algo cresce em mim e em você é visível
A estação move em câmara lenta
Os nossos corpos possuem movimentos
Da língua, translação,
Envolvo-te e percorro com os dentes sua ténue carne
Procuro seus olhos, ainda me espia,
Os movimentos agora são das mãos também
Das bolas, oras.
Enlaço-o pelas pernas, contra minha boca, pra te sentir, pra te molhar.
Sua carne na minha boca
Língua, carne, carne, língua.
Dentes, mordidas, a boca sobe e desce.... Abre e fecha
Quero ser água de suor pra rolar no seu corpo
Quero ser sol pra te secar
Venha e seja qualquer coisa incerta
Venha pra onde dorme a borboleta amarela
Dissipar a fumaça que cobre o meu rosto
O que pretendes com suas mãos?
Macias, dedos chatos, lânguida:
Sabes como me penetrar, discorre pela minha boca e chega ao âmago.
O cheiro que nos envolve, personificação de um Casanova, sua sensualidade convidativa, sua masculinidade nua, madeirado, fusão de notas citrus, âmbar seco e almíscar.
- Você é mau!
Deveria beber tudo em mim...
Possui aroma que compõe meus vícios
Qualquer coisa incerta que se cumpra simplesmente
Dando vida ao que está latente,
Um desejo ardente um amor sombrio e indolente
Água mineral, na boca morna que finaliza, escorre...

ESTAÇÃO PARAÍSO

Depois do amor sua mão pousada no meu ventre como uma flor esquecida por acaso:
- Como foi de viagem? Esperava por ti a horas!
- Bem e ...