segunda-feira, 20 de junho de 2011

hot

Chegou o momento em que o desejei...

Sem aviso, pus a língua para fora e deslizei-a ao longo da delicada e suava haste de Hot, que estava ligeiramente curva e a pele retesada.

Eu também estava trêmula agora e tinha dificuldade em respirar.

Dos meus olhos escorriam lágrimas.

Os dedos dele tentava seca-las enquanto isso a outra mão segurava meu queixo contra sua virilha.

Bola gato, bora Gato, ora Gato...

Estava a afixiciar quando forte ele me puxou pelos cabelos... meu pulmão se encheu de ar e então suas mãos me guiaram pelo pescoço e minha boca encontrou a dele.

Pela minha boca escorria gozo e com a ponta de sua língua experimentava o próprio néctar. Se lambuzava de si em mim... provava então, tão amargo e sensual aquele gosto.

Como um leão que banha com a língua, ele secava meu queixo marcado pela lasvícia.

Cuspi nele.

E, com a mesma palma que limpara meu rosto devolveu um breve tapa pela tal indelicadeza.

Pra me castigar mais segurou meu rosto e lascou um beijo, querendo alcançar minha garganta e assim eu chupei sua língua piedosamente.

Quando meus olhos encontraram os dele, impus: “Pra sempre!”

O tempo paralisou.

Uma reação desencadeou no corpo dele, um ruido glacial dos rins cortou o silêncio, sintomas físicos desconfortáveis o padeceu e reclamou dor de estômago, palpitações, hiperventilação, sufoco, opressão, aprisionamento... Os pêlos de sua nuca ficaram arrepiados!

E, a partir daí nunca mais ninguém viu aquele homem que me atropelou e fugiu!