segunda-feira, 23 de março de 2009

O MAIOR DESEJO

(M. Maya 1997)



No ruído glacial dos rins, no ar do intestino, no meu medo, na minha ânsia, onde possas me encontrar, a vontade ao mesmo tempo de ficar para sempre nesse silêncio exasperado e terrível, perdendo-me neste sentimento inesgotável.

Fico...

Mas, incutindo um desejo confusamente consciente de que estou fazendo algo que há muito desejo. E nunca havia imaginado que realmente se pudesse fazer.

Pois nossos corpos entrelaçaram, sem sabermos de quem são aqueles pés... nos atropelos de nossas primícias!

Um comentário:

  1. E me descubro outra vez no mesmo espaço que ocupei tempos atrás...

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